Texto de José Hamilton Brito
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Vista aérea de Araçatuba, por A.G. Cardoso |
Quando volto de uma viagem demorada, sobretudo nas madrugadas, me emociono ao sair da Marechal Rondon e adentrar pela Avenida Brasília, passar pelo Bola Sete... É bom saber que estou em casa. Aqui me sinto em paz, me sinto seguro.
Chegar de manhãzinha e ir comer um pastel na feira. O que? Brega? ...Eu acho chique,
Claro que temos nossas mazelas: ir a um sarau e escutar o Heitor – Poetas das Multidões – recitar “sagrada bochecha” e” mãe na zona”.
Os limites que ela me impõe não me fazem fraquejar; quando sinto que pode acontecer, me visto de gladiador e encaro. Procuro sempre fortalecer as minhas raízes com as pessoas que amo... Com quem eu tolero, também.
Minha alma voa além dos problemas que a cidade possa ter e percorre sem traumas e temores pela natureza , mesmo quando ela fica ferida, como por exemplo, por uma fonte... luminosa???, Como aquela da praça central da cidade. Deram um jeitinho na coitada, mas ainda deixa a desejar.
Araçatuba, eis as razões pelas quais eu te amo; aqui mantenho a esperança e a fé... Aqui sinto que percorro por caminhos suaves.
Assim, digo a você que chegou: fique e veja as belezas que há por estas margens do Tietê. Nossos filhos estão crescendo, novos sonhos estão surgindo e há muito por fazer.
Saibam, o futuro e o presente andam juntos por aqui, são novos tempos e há urgência... Tanta fé, nunca se viu.
Você que não veio, venha; você que está aqui, fique. Há um mundo de riquezas e de belezas e é sim, é possível ser feliz nestas margens do grande rio. Ele, outrora dos Bandeirantes, agora é nosso. Eles empurraram as nossas fronteiras... trazer desenvolvimento, progresso é, doravante, com a gente.