sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Rabo de galo



Empolgado, o alegre vereador e professor Cláudio, da bancada governista, ironicamente afirma que não sabe quantos cargos comissionados, considerados ilegais, o Ministério Público está questionando: “trezentos e noventa, ou trezentos e noventa e cinco”.

A obrigação do vereador, além de legislar, é fiscalizar o prefeito Cido Sério. Só por isso ele não deveria ter dúvidas sobre a quantidade de comissionados herdados de Maluly, e os que foram espertamente criados pelo governo herdeiro, incluindo-se os protegidos da Câmara.

As ações do PT-Ata, não estão se encaixando com a história tradicional do partido. Em nossa cidade o Partido dos Trabalhadores, não é aquele que conheço, enturmando-se com seus coligados, chefiado pelo governo municipal, minguou, não é diferente dos outros. Como diria o malabarista bêbado na Boca do Porco: “misturaram a cachaça?”, virou Rabo de Galo.

Ao derrotar o malulysmo, os eleitores do PT esperavam mudar a história do lugar, abrindo caminho para que a modernidade entrasse pela porta da frente, para sempre. Mas, o mais antigo Ex-deputado Federal vivo do Brasil, doente, cansado, cassado e aposentado continua em plena atividade. Sem cargo, dá trabalho, distribui serviços, fica de olho; Quem pode manda!

A bancada governista de hoje, é igual às outras, como aquela que segurou Maluly 7½ anos, enquanto a oposição gritava e exigia “ética na política”. A qualidade dos vereadores que dão suporte ao governo atualmente, assim como os anteriores, fecham todas as brechas possíveis que permitam a passagem da lei. Os éticos perderam-se no pó do tempo.

Os presidentes dos partidos políticos, articulados determinaram que, na Câmara de Araçatuba, haverá 17 vagas a vereadores na próxima gestão. Não haverá debate com os eleitores, nem entre os parceiros legisladores, uma vez já acertadas as cadeiras no conchavo ao pé do ouvido. As vaias de agosto não encontrarão eco no legislativo. Não haverá discursos em defesa das 17 vagas, o voto será sussurrado.

A moeda de troca, para garantir o mandato de uns poucos vereadores, está na aprovação do novo projeto defendendo a volta do plebiscito sobre o Daea. As cartas estão na mesa; Estou pagando para ver.

O custo com o aumento do número de vereadores na câmara será o mesmo: O percentual é estabelecido em lei, o duodécimo é fixo. E o custo paralelo, se é que existe, quanto será? Com 12 parlamentares, acrescentaram, conforme informação incerta do vereador Cláudio, mais de 390, com 17 a quantos cargos chegarão?