Agosto chegou. Este ano, além do vento, da poeira e dos cachorros loucos, o mês também trará de volta o caloroso, oportuno e preocupante debate sobre o novo Código Florestal brasileiro, cujo projeto encontra-se no senado federal.
Aprovado há cerca de 60 dias pela câmara dos deputados, o documento, relatado por Aldo Rebelo, do PCdoB, afrontou, de uma só vez, os pareceres científicos da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), da ABC (Academia Brasileira de Ciências); a campanha da fraternidade 2011, lançada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), intitulada “Fraternidade e vida no planeta”; posicionamentos de diversas entidades ambientais, entre elas o S.O.S Mata Atlântica e o Greenpeace; e a opinião de milhares de ambientalistas independentes espalhados pelo país.
O segundo tempo deste importante jogo precisa sofrer uma virada no placar para que o Brasil possa ganhar a partida. As entidades que agregam os interesses defendidos por Rebelo e pelas bancadas ruralistas na câmara e no senado representam somente cerca de 1% da população brasileira. Uma minoria assim, tão pequena, não pode derrotar a vontade de milhões de habitantes, mas há um risco sério de isto possa acontecer, porque num país em que os valores republicanos ainda são vilipendiados cotidianamente por todos os poderes constituídos, quase sempre os interesses das maiorias são desprezados.
Quando o jogo recomeçar, será fundamental a ação coordenada dos blogueiros, uma categoria de pessoas que tem sido determinante para a vitória de importantes causas sociais no mundo inteiro. O relatório científico que se contrapõe ao novo Código Florestal pode ser acessado no seguinte endereço: http://www.sbpcnet.org.br/site/arquivos/codigo_florestal_e_a_ciencia.pdf; o cartaz da Campanha da Fraternidade está disponível em http://www.cnbb.org.br/site/component/docman/cat_view/241-cf-campanha-da-fraternida de/349-cf-2011; outros importantes suportes ao debate podem ser alcançados diretamente nos sites do S.O.S Mata Atlântica e do Greenpeace. Agora, é mão na massa, pessoal.

